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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Onegai Arata - 2

    - Masara! MASARA! - Era a quarta vez que eu entrava em estado inanimado e isso estava deixando Taki a beira de um colapso. Meus olhos focaram em meu amigo de infância com algum custo, já que ele insistia em ver Arata em seu lugar. - Masara, se você continuar assim eu vou publicar no mural da escola a sua foto vestida de empregada. - Isso teve a minha total atenção, eu tinha me esquecido completamente que Taki estava de posse daquela odiosa coisa.
- Se o fizer, digo que você foi o pervertido que me ameaçou a fazer isso! - Eu sabia do tendão de Aquiles dele e não me importava nem um pouco em usá-lo.
- Você está me ameaçando? - Ele estava fazendo uma carranca agora, eu realmente adorava provocá-lo. - Ninguém acreditaria em você - disse com pouca convicção.
- Imagino, quem acreditaria no garoto magrelo em prantos na frente do psicólogo, sem contar o quão constrangido ele estaria... tsc tsc tsc... realmente ninguém acreditaria. - Seu rosto de vermelho foi para pálido, eu estava me segurando para não rir nesse ponto.
- Vo... Você não seria capaz de fazer isso, seria? - Eu o olhei e fiz que sim com a cabeça, com a aura mais inocente que pude adquirir, redargui.
- Mas Taki você começou... me dizendo esse tipo de coisa... e - eu tremi um pouco o lábio e meus olhos encheram de lágrima (sim, isso mesmo, as vezes baixava um demônio em mim, o que posso fazer? Também sou ser humano :p).
- Oh Masa, sinto muito, não sabia que ia ficar assim, eu eu - Ele me abraçou e nesse ponto não aguentei mais e explodi em gargalhadas. - Ora seu... BAKA! - Taki ficou tão furioso, mas eu não conseguia me controlar meu copo todo tremia de tanto rir, finalmente meu amigo percebendo que era uma causa perdida começou a rir também. - Aff. Não sei o que faço com você, as vezes é tão lerdo que me dá ganas de te enforcar, outras vezes tem esse demônio em ti muito bem disfarçado pela cara inocente... Realmente você ainda vai me deixar de cabelo branco!
 Eu parei de andar e ele se virou para olhar o motivo de tão repentina parada, eu não podia crer no quão sortudo era pelo amigo que tinha, por mais que brigássemos, sabia que Taki sempre estaria ali para mim e isso me fez sorrir.
- Taki você sabe que o amo né? - Seus olhos cor mel cresceram consideravelmente e depois se suavizaram, pude ver o carinho que ele tinha por mim ali e isso conseguiu me deixar quente por dentro, ele era como um irmão.
- Também te amo chibi. - Ele bagunçou meu cabelo e continuamos andando para casa, sua casa ficava ao lado da minha, a janela do seu quarto ficava ao lado do meu, ou seja, era impossível não nos vermos e isso sempre fortaleceu nossos laços.
- Estou em casa. - Eu sabia que minha mãe ainda não estaria em casa, mas ainda se ela por algum milagre estivesse saberia que era eu e seu espírito não sairia de seu corpo com medo (sim, isso mesmo, minha mãe era uma medrosa irremediável, ela podia se mostrar forte, mas desde que meu padrasto morreu em um assalto ela ficou assim). Suspirando levei a mochila para o quarto, minha casa não era grande tinha dois quarto, sala que era separada por um balcão da cozinha e o banheiro. Meu quarto não tinha muita coisa, uma escrivaninha com um notebook, uma foto minha e da minha mãe, a cama de solteiro e o guarda-roupa, podia ser pequeno mas eu gostava dali, era meu santuário. Deitei na cama e comecei a pensar novamente no que Arata tinha me dito, isso fez coisas estranhas no meu corpo, como um nó no meu estômago, ou minhas mãos suarem e minhas pernas estremecerem, até parecia que eu estava doente. Era  diferente de quando eu o olhava de longe, pois era isso, ele não sabia que eu existia e eu estava bem com isso, mas agora eu queria mais, eu queria que ele sentisse o mesmo por mim.
 Recordei o som de sua voz e a caricia que sua boca fez em minha orelha, e lá estavam novamente os sentimentos explodindo como fogos de artifício em meu peito, isso começou a me deixar frustrado por que eu queria saber o que aconteceria amanhã e ao mesmo tempo estava com medo. Para me distrair comecei a fazer a janta, já que mamãe sempre chegava tarde eu fazia a maioria das tarefas domésticas (não sou um bom menino? :3) com tudo pronto, fiz os deveres que tinha e finalmente fui tomar banho, era tão relaxante a água quente sobre o meu corpo, suspirei feliz e por fim não pude mais protelar, pois meus dedos já estavam enrugados, quando saí do banheiro escutei o telefone tocar.
- Oi. - Estava um pouco apreensivo já que quase nunca recebia ligações.
- É Masara? - Era uma voz feminina, não lembro de conhecer ninguém que tinha uma voz tão... tão irritante (era raro eu achar algo irritante logo de cara, mas estranhamente era exatamente assim que me sentia quanto aquela voz).
- Sim e quem é você? - Não gostava de ser grosso, mas ela foi mais por não se anunciar.
- Não interessa, eu só quero te avisar para manter distância do Taki-kun. - Eu encarei o telefone sem acreditar, era só o que me faltava, uma estranha ligar na MINHA casa e ME ameaçar para ficar longe do MEU amigo (¬¬).
- Vamos fazer o seguinte, eu não te conheço e pelo visto você também não me conhece então não me venha dando ordens. E se Taki quisesse me manter a distância ele teria ME dito. Mais uma coisa, se estiver interessada nele diga isso e não fique ligando para a casa das pessoas fazendo-as perder seu tempo. - Sem esperar resposta desliguei o telefone, me virei para ir em direção ao quarto me trocar quando novamente o telefone tocou. - Olha garota por que você não incomoda outra pessoa hein?
- Ei o que deu em você? - Engoli em seco, não podia acreditar que Arata estava me ligando, provavelmente eu morri e fui para o céu, sim essa é a única explicação plausível. - Você ainda está aí? - O droga, eu tinha que dizer algo, mas eu estava tão nervoso que nem se quer eu sabia quem era agora. - Pelo visto escutar minha voz fez você entrar em curto hein? Eu particularmente acho isso uma graça, mas é um pouco ruim ter uma conversa unilateral.
- Unn... é... unnn.... Como conseguiu meu número? - Momento xingamento mental, tanta coisa para dizer a ele e eu estava dando a entender que não queria falar com ele, na verdade eu estava lisonjeado por Arata se quer dar o trabalho de procurar pelo meu número.
- Perguntei por aí. - Foi sua resposta evasiva. - Então sobre seu pagamento amanhã, espere por mim quando as aulas acabarem, tudo bem? - Até parece que eu ia dizer não--'.
- Tu... Tudo bem. - O que acontece com minhas cordas vocais quando falo com ele? Sua risada ecoou pelo telefone e enviou arrepios pelo meu corpo.
- Você é interessante. - Dito isso ele desligou o telefone e eu fiquei ali no corredor olhando para o aparelho, de toalha e com o maior sorriso bobo que eu podia reunir na história dos sorrisos bobos.


  • Feita por Finn
Nyaa ainda bem que teve continuação x3

3 comentários:

  1. Historia cada vez mais fofa *---*

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  2. amei muito kawaii
    ansiosa pelo proximo capitulo

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  3. Ai que gracinha! Adorei o"BAKA" que vc botou kkk equando vc falou santuàrio me fez lembrar de os cavaleiros do zodiaco kkk um dos melhores animes não românticos do mundo>////< e também adorei quando ele atendeu o telefone de toalha e aparte dos dedos enrrugados (eu também fico assim até quase o chuveiro queimar kkkkkk)simplificando a história esta cada vez me surpriendendo mais e seu vocabulário està me impresionando continue assim!

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