Agora o blog tem um grupo no WhatsApp *u*
Para aqueles que quiserem entrar é só me mandar uma mensagem no WhatsApp
Número: 12 991360875
Salvo que quem fizer algum tipo de trote ou usar meu número para fins malignos irá ser denunciado.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Estações - 6

Oia eu aqui dando recado no começo kkkk. Eu acho q vcs q acompanham a estoria vão começar a estranhar porque decidi mudar o tipo de escrita, se não gostar eu volto para o modo antigo, bem agora pode ler, espero que continue gostando TTuTT.

Titulo: Estações Outono PT VI

Todos sorrindo, reunidos falando coisas sem nexo, mesmo não estando conversando com eles fico feliz em estar nesse meio. ''Felicidade'' e realmente algo estranho de se sentir, mas e uma sensação boa.
- Priminhooo - May me tira de meus devaneios cutucando meu braço. - O que tanto pensa ?
- Não e raro te ver pensando, mas hoje parece mais distante que o normal.
Observei Madoko que prendia seu cabelo curto em uma maria chiquinha.
- Só estava pensando o que seres não identificados estão fazendo aqui as seis e meia da manha.
Falei observando Madoko fazer careta de criança que comeu e não gostou por não conseguir fazer a marinha chiquinha.
- Não adianta Kou - Ukyou tirou a chucha das mão da Madoko - Seu cabelo e curto, fica estranho.
Disse sorrindo como sempre, logo depois já haviam começado uma discussão sobre tipos de chucha e cabelos.
- Hey May, por que você e a Madoko estão se vestino como verdadeira crianças ?
Realmente pereciam crianças, Uma blusa larga de manga longa com uma estampa de um gatinho sonolento, que cobria uma saia que ia ate os joelhos, onde começava uma meia que terminava um uma sapatilha, sem contar no falso olhar inocente e o delicado rabo de cavalo, certamente se eu não as conhecesse pensaria que eram criancinhas perdidas.
- Você não quer atrai nem um pedófilo, quer ?
Ela se virou inchando as bochechas e cruzando os braços.
- E claro que não !! E que eu e Kou vamos fingir filhas sua e do Ukyo.
- Não mesmo.
Disse enquanto bebia um pouco do suco que Havia pegado quando o povo chegou.
- Ahhh...... Pelo amor de dadá - Disse chegando mais perto e se debruçando sobre a mesinha central. - Tente entrar na brincadeira uma só vez !!! - Ela praticamente choramingou.
- Não acho que sou bom nisso.
- Tem rasão, entro vamos fazer um teste - Se apoiou na mesa e apontou para Ukyo e Madoko que agora discutinham sobre genética.
- E o que eu faço ?
- Pare a discussão deles falando algo que você provavelmente nunca diria.
Parei para observar a discussão, dizer algo que eu nunca diria, respirei fundo, pensei em uma frase, e usei a voz mais calma com o rosto mais neutro que eu podia fazer.
- Hey, Kou, porque esta falando tanto com ele, eu não sou seu papa preferido ? Se continuar a dar mais atenção para ele eu vou ficar com ciúmes...
De repente os dois pararam, Madoko começou a andar em minha direção, mas rapidamente recuou indo para trás do Ukyo e falando algo em seu ouvido, que faz Ukyo rir por longos segundos.
- OK, eu sei que isso foi estranho, mas não acho que essa seja a explicação.
Disse Ukyo recuperando o ar.
- Sabe..... -May começou - Pensei que ia morrer sem ouvir você dizer '' atenção e ciúmes'' na mesma frase.
- Poxa, seria mais legal ouvir ''Hey, se você continuar a atenção para Kou eu vou ficar com ciumes'' - Disse Madoko rindo estranhamente, mas o riso logo se desfez para dar espaço a uma expressão mais seria. - Apesar se isso acontecesse eu sairia correndo para ver se tem um buraco negro no ceu.
- Eu acho que mesmo assim ele não diria isso Kou.
Disse Ukyo com um riso nervoso.
- Certamente, eu ainda tenho minha dignidade.
- Ehh, priminho e mesmo uma pessoa fria.
- E por isso que o olho dele e azul. - Madoko se senta no sofá, pegando suco e tentando novamente arrumar o cabelo. - ''Os olhos são a janela da alma'', Meus olhos mudam de verde para castanho, mas não sei o que fazem ele mudar.
- Uhm meus mudam de verde cana para ambar, verde para quando to de boa, anbar para quando eu to nervosa.
- Os meus são de cinza para verde. E você Yoru ?
- Fica sempre azul.
- Azul medonho.
Disse May tentando ajudar Madoko.
Enfim, Madoko aderiu por fazer uma trança que moldurava sua cabeça como uma pequena coroa então saímos para fazer as coisas que May e Madoko aviam planejando.

Ahhh, eu devia falar bendito, ou maldito lugar ? A pequena cafeteria de mordomos e criados estava calma, com aquele cheiro de chocolate quente e doces caseiro, poderia-nos esta tendo uma daquelas conversas paralelas a nos distraindo com coisas idiotas. Porem acabamos por encontrar uma fantasma e uma bruxa, agora estamos em uma mesa redonda, do meu lado esquerdo estava Madoko encarava Mikeko que estava a sua frente ao lado do Ukyo. Do meu lado direito estava a bruxa, cujo nome e Luci. Mas por que o apelido bruxa ? Bem, seus olhos castanhos estavam coberto com uma maquiagem exageradamente roxa, bochechas levemente rosadas, em contraste com a pele quase palida o batom vermelho, seus cabelos negros presos em uma trança, sua franja sempre caia, mas ela colocava no lugar reclamando uma vez o outra por arranhar a si mesma com suas unhas enormes com ponta assemelhando-se a guarras pintadas de preto, certamente, se ela usasse essa ''garras'' em uma briga (E deve usar), faria um tremendo estrago. Ela encarava May que estava do outro lado do Ukyo com grande intensidade, como uma bruxa encara a mocinha, mas aqui a mocinha não tem medo.
Esse lugar que tinha de tudo para ser agradável, agora estava com uma aura totalmente repugnante, e todos não faziam um esforço sequer para esconder que estavam se sentindo um tanto trastornados.
- Então Keko, - Madoko começou - Vocês vieram visitar esse lugar e acaba perdendo o horário ?
- Sim, se pode observar nossas mochilas estão aqui. - Disse Luci apontando suas garras para as mochilas.
- Bem, vocês estão em um encontro ? - A fantasma olhou para Ukyo, dando a entender que a pergunta era para ele.
- Poderíamos ir com vocês ? - Completou a bruxa, reclamando baixo mais uma vez por ter arranhado o seu rosto.
- Não e que não gostamos da sua presença....... - Começou May.
- ......Mas queremos so nos quatro. - Completou Madoko.
Enquanto as garotas falavam de maneira que iam matar umas as outras, o que era uma surpresa, pois havia pensado que a fantasma e a Madoko eram amigas. Essa conversa ''Amigável'' estava se tornando cada vez mais tensa, mas se eu ou Ukyo tentássemos atrapalhar essa ''conversa civilizada'', poderia ser um problema, toda vez que eu ou Ukyo tentávamos dar uma opinião, uma das garotas olhavam com uma cara de ''Se você falar algumas coisa eu te mato'' , seriamente, se meter em uma conversa dessas, pode ser considerado assinar atestado de óbito.
- Ehh... Licença - A.....A...... Empregada ? Surge, parece um pouco desconfortável com o clima - Os pedidos.
Entregou o pedido e saio em passos largos sem dizer nada. As garotas saborearam os doces um pouco antes de continuar as palavras sobre se elas duas poderiam ir ou não.
Bebo um pouco do cafe, mas para minha (in)felicidade ele esta doce, me pus a engulir somente para não ter passar a vergonha de cuspir.
- Esta tudo bem Yoru ? - Luci puxando a blusa na parte do onbro quase deixando um cicatriz que eu tenho a mostra.
- S-sim, o cafe so esta um pouco doce demais, eu vou la pedir outro. - Me levantei rapidamente ajustando a blusa.
Fui ate o balção afirmando que o pedido tava errado, um pedido de desculpas e me deram um cafe sem doce. Na volta para a mesa algo estava estranho pareciam discutir mais do que antes. Quando Mikeko me viu andou quase correndo ate mim com um sorriso estranho nos labios finos, mas antes de chegar ela tropeçou.....Não, ela fingiu tropeçar, a caneca feliz com cafe fervente deslizou entre meus dedos a se chocou no chão em pedaços, ouvi o som de uma costura sendo desfeia a força, diversos olhares curiosos, um sorriso vitorioso da garota que voltava a se levantar sem esforço, o gosto metálico do sangue, havia mordido a língua para reprimir as lagrimas que queriam sair por puro desespero, coloco a camisa ragada no lugar um tanto desesperado tapando as cicatrizes, mas deixando o espaço aberto, ainda assim dava para ver um pouco.
-SABIA !!! - Rio alto e escandalosamente chamando a atenção de todos - O QUE FOI SEU MASOQUISTA ?? ESTA COM VERGONHA DO SEUS CORTES EXPOSTOS ?!?!?
-KEKOOO !!! - Luci tentava desesperadamente parar Mikeko. Mas o que foi acontecer....................
Ukyo estava paralisado, sem reação alguma, May e Madoko estavam a ponto de fazer Mikeko calar a boca, ela ria e gritava tão escandalosamente que seria impossível entende-la. Olhei vagamente para a carinha feliz estilhaçada da caneca, não podia deixar acabar assim. Quando May estavam prestes a bater em Mikeko fui mais rápido e segurei o pulso fino deixando uma cicatriz transparecer um pouco mas,só que não me importei dessa vez. Ouvi um estralo. Olhei para Madoko que segurava a Luci e voltei a encarar os olhos que agora eram azul acinzentado de Mikeko. ''Os olhos são a janela da alma'' Meus olhos são imutáveis, a janela de uma alma imutável que encarava aquele ser falso a frente.
- May, - Minha voz soou realmente fria, eu podia ver de perto Mikeko tremer os lábios com medo. - Não adianta sujar mas mão com algo que nem os vermes querem.
Soutei o pulso de dela e virei as costas.
- Kou, Ukyo, priminha, vamos indo, ainda temos muito o que fazer hoje.
Naquele momento os seguranças chegaram, acho que também estavam adorando o espetáculo. No fim nos recebemos doces como pedidos de desculpas pela demora de dos seguranças. Passamos em casa para eu pegar outra roupa, e depois fomos para a pequena praça antes de continuar, sentei em um dos quatro balanços e esvaziei o ar que estava nos meus pulmão, pensando um pouco sobre o que Mikeko havia dito.
- Me desculpe, eu poderia ter impedido, mas fui incapaz. - Ukyo se sentou ao balanço ao lado com a cabeça baixa.
- Tudo bem, de qualquer maneira ta feito. Mas olhe se tudo não tivesse acontecido não teríamos ganhado tantos doces.
Olhei para as garotas nos dois balanços a frente se empaturrando de doce enquanto se balançavam.
- Mas você não gosta de nenhum doce, certo? - Acabei por me lembrar de algo.
- Todos não sei, mas tem algo com um delicado sabor doce que eu gosto.
- Serio. - Disse com o olhar brilhando - O que ?
- Segredo. - Observei com o canto dos olhos ele fazer uma cara emburrada. Voltei a pensar no que Mikeko disse ''masoquista'', será que seria isso mesmo......?...... Percebo o estranho silencio de Ukyo, sera que eu falei algo ruim, ou ele estaria apenas pensando ?
- Nossa você pensa. - disse no tom de brincadeira sarcástica, ele simplesmente sorri como sempre alias.
- Sim, estava pensando o quanto você e mais maduro do que eu.
- Hum ?
- Se eu estivesse em seu lugar deixaria as garotas se estapearem para depois separa-las, você foi mais nobre.
Ri baixo e rouco, olhei para frente, para minha surpresa estavam May, Madoko e Luci vindo em nossa direção.
- Ehh.....Yoru, me desculpe pelo acidente na cafeteria, e desculpe a Keko também.
Falou de maneira nevosa, ela ficava diferente sem maquiagem, os olhos eram mais calmos a pele mais suave.
- Sabe ela esta passando por um momento difícil, e esta um pouco perturbada eh, - Pareceu ainda mais nervosa e com vergonha pegando uma pequena bolsinha. - Fique com isso como pedido de esculpas !! - Disse com a cabeça baixa certamente envergonhada, me permiti achar graça do olhar indignado de May e Madoko, e do olhar revoltado de Ukyo. Na ponta dos dedos trémulos a garota segurava com as unhas um estilete totalmente preto, com a pate metálica que brilhava contra uma brecha de luz certamente era novo. - Só, só, não se corte muito e perigoso e............ - Parou de falar ao notar os olhares indignados e revoltados lançados a ela. - Vo-vo-c-cê, não se corta nê ?
- Eu não sei.......
Não acho que ela me ouviu, pois antes de tentar ouvir já foi começando a atropelar as palavras desesperadamente, entre pedidos de desculpas e outras coisas possíveis de se fazer com um estilete o colocando em minhas mão e acidentalmente as arranhando com aquelas unhas demoníacas antes de sair correndo com um último grito de desculpas.
- Mas não era mesmo um piada. - Disse enquanto rodava o estilete entre os dedos.
- Mas essas duas, ainda bem que ela e amiga de Keko. - Madoko pega mais um pequeno doce na sacola e tenta abrir com os dentes.
- Como assim Kou ? Ela não tem outros amigos ? - May Pega o doce de Madoko e fica tentando abrir.
- Tinha, mas depois do divorcio dos pais ela nunca mais foi a mesma..........Hu, Obrigada - Agradeceu May que avia conseguido abri a embalagem do doce. - Bem, ela passou aficar cada vez mais agressiva por estar sofrendo bulig... Ehh boling não e bullying, e, é isso, por quer ser cortava. - Olhou brevemente o estilete em minhas mão. - Mais de alguma forma quando conheceu Luci...... Luci uma garota tímida que era ignorada por todos, ela parou, e como se Luci fosse uma válvula de escape para ela não precisar se corta, mas mesmo assim nunca voltou a ser o que era. - Terminou, pegou mais um doce e se sentou em um banco perto do balanço juntamente com May. - Sabe, ela so dormiu na casa do Ukyo aquele dia porque havia recebido uma mensagem da Luci dizendo '' Tente passar mais tempo com os outros, e divertido.''
Ligando alguns pontos da historia, elas duas, sempre estiveram conversando, será que se ela não estivesse conversando pelo celular
poderia ter dado um ataque no clube ? Agora entendi o porque do estilete, por que ela pensou que eu era masoquista como a Mikeko. Não essa não seria a palavra certo, certamente para nenhum de nos dois era prazeroso se machucar seria algo como............... Como.............. ''Fazer o corpo doer, para amenizar uma dor do coração, seu coração doi ? Yor............'' Ouço um pequeno estralo, seguido de uma dor de cabeça, era como se um neurônio tivesse se rompido ao lembrar dessa frase que eu ouv......Não, que eu li, um livro que eu não gostei, um livro que tinha um personagem com um nome parecido com o meu, em um livro que a historia e terrível de mais para se esquecer facilmente.....
- YORUUUUU !!!! - Me assusto ao ouvir meu nome sendo gritado.
- Madoko ?
- Kouuuu, você me chamou de Kou na cafeteria, continua me chamando.... - Uma mão surgiu do, alem empurrando o roto da Madoko, dando espaço ao rosto de May.
- Primo, o que ouve ? - Colocou as duas mão nas minhas bochechas - Você não ouviu nossa conversa, se tivesse ouvido já teria apertado minhas bochechas a tempos, o que esta te distraindo ?
- Estava pensando se............ Havia deixado a chave reserva na caixa do correio. - Menti.
- Ahhh, não se distraia com coisas tão fúteis.
- Bem bem, vamos indo, já descansamos bastante.
Madoko tomou pose de de um soldado que ergue a bandeira de honra e sail marchando dali.
- E mesmo, vamos indo, agora vamos ao cinema.
Foi ao encontro de Madoko, que esperava na calçada. Me levantei andando lentamente ate as duas que já seguiam em frente.
- Eu sei que você mentiu.
- Eu sei. - Observei brevemente Ukyo, e sorri de canto, um sorriso que não durou muito. - May também sabe, mas ainda assim ela não faz nada a repeito....
- Po...........
- Garotas, não se empaturrem de doces, vão ficar com dor no estomago. - Interrompo Ukyo andando um pouco mais rápido alcançado as garotas.
Ate o caminho para o shopping conversamos de coisas idiotas, como sempre, acho que a tempos já me acostumei com isso, assuntos assim não perdem a graça tão cedo, fico triste em pensar que demorei para me acostumar a isso.








- Que filme chato, não estou entendendo nada. - May se debruçou no meu banco que era na frente do dela.
- Foram vocês que escolheram o filme. - Gostaria de ver a cara do Ukyo nesse momento, certamente seria uma de ''Não reclame''. - Além do mais, eu prefiro assistir em casa, cinema so e bom na parte da pipoca.
- Por falar em pipoca a minha acabou, Ukyo mede a sua ! - Madoko rouba o saquinho de pipoca do Ukyo, começando uma discussão, certamente alguém iria reclamar, iria se não tivessem ocupados conversando, alem disso a sala estava meio que vazia, era como se todos ja soubessem que o filme era um lixo.
A sala se torna clara novamente, anunciando que o filme já acabou.
- VIVA !! - As três pessoas a minha volta levantam as mão - Você também Yoru. - May sorri.
- Viva ?....
- FINALMENTE PRIMINHO !! - May gruda no meu pescoço.
- Eu posso me acostumar a isso. - Ukyo passa a mão no meu cabelo, o acariciando.
- Agora comece a me chamar de Kou, Kou, Kou,Kou. - Ela aparece entre Ukyo e May.
Todos falavam ao mesmo tempo, era difícil de se entender, ainda não entendo o porque de tanta euforia por algo tão simples. De alguma forma, isso me diverte um pouco.
Depois de não assistir um filme fomos comer na praça de alimentações do shopping e fazemos uma aposta idiota, eu e Ukyo pegamos o lanche de uma loja e May e Madoko em outra, para ver qual chega primeiro, o que foi bem inútil pois as duas chegaram ao mesmo tempo então sem vencedores, sinceramente........ Nunca fui muito de comer hamburguer ou coisa do tipo, porém hoje eu abri uma exceção, so que havia me esquecido dos péssimos modos de minha prima.
- Seus pais te deixam ir para qualquer lugar ne Kou ?
- May, me sinto desconfortável com sua comida me olhando. Sera que você so consegue comer corretamente doces ? - Observo ela tampar a boca enquanto Madoko da tapinhas nas costas dela.
- Tudo bem, todos já comemos de boca aberta uma vez. - Para os tapas e volta a atenção para as batatinhas. - Sabe meus pais se importam de um jeito não se importando, desde que eu não fique gravida, não beba bebidas para maiores de dezoito, não use drogas, não reprove, e não me esquecer de arrumar meu quarto ou lavar louça quando chegar em casa, o resto, posso tudo.
- Hum...... Minha mãe vive me dando bronca e me levando para esse internatos. Poxa, eu so quero uma escola que de preferencia eu não precisasse ficar morando nela por onze messes no ano. - Faz bico bebendo um pouco do suco pelo canudo.
- Ora, prima, Acho que não e tão fácil ser aceita, já que conseguiu ser expulsa de uma escola militar. - Todos riem descontraídos, ate May, depois da cena de inchar as bochechas a cruzar os braços.
- E você Ukyo, como acha que vai ser reunir a família ? - Madoko tenta roubar uma batatinha de May, mas recebe um tapa na mão. - Termina a sua primeiro Kou.
- Bem reencontrar meus dois irmãos, o irmão mais velho adúltero, minha irmã do meio freira que acha que tudo e pecado, e por fim os pais que decidiram depois de quase um divorcio brincar de família feliz, a mãe super vaidosa, e o pai desleixado. - Falou como um anúncio de reality show, so devo falar que nossa cara era de..... Eh.. Poker face, isso, totalmente inexpressiva.
- Entendi por que decidiu morar sozinho.... - May e Madoko continuaram com o rosto inexpressivo.
- Bem. - Madoko abre o primeiro sorriso depois do Poker face. - E como e seus pais Yor.............AI !! -E interrompida por um beliscão de May. Quase rio com a cena, mas me vem a mente se devo ou não responder. Acho que dessa vez não fara mal falar.
- Eu não sei bem. - Quando comecei o clima ficou tenso, todos prestaram atenção em mim, May me encarou com um olhar preocupado. - Vivo so com minha mãe, e a gente se intende mas não e lá muita coisa. Já meu pai........ Tudo que eu sei e que puxei os olhos dele, e me disseram que quando eu nasci ele me olhou no berçário e disse, ''Esse não e meu filho.'' foi embora sem nem sequer pegar suas coisas, e nunca mais voltou. E acho que e por isso que nos mudamos pra cá, em vez de ficar no interior.
Como se fosse uma nuvem negra, o clima me torna sombrio e começa a pesar, não e tão ruim pensa que meu pai não me quis, mas parece que isso acabou com a alegria.
- Seu pai devia ter olhos assustadores. - May começa, e pouco a pouco tudo começa a ficar como antes.
Terminamos os nossos lanches, agora teremos que nos dividir para poder colocar as bandejas no lugar. Bendita aposta.... Tomamos caminhos separados, bem, quase, eu com Ukyo, May com Madoko. Ate o meio do caminho eu e Ukyo ficamos calados um bom tempo, talvez ele ainda estivesse tentando engolir o que eu havia falado.
- Então seu pai não te batia, você não estava mentindo, desculpa...... - Ele fala baixo.
- Eu não me lembo de você ter dito que isso era mentira. E você também não me perguntou com exatidão.
- .............. - Abre a boca como se fosse falar algo, mas desiste. - Acho que você esta começando a se soltar mais. - Deixamos as bandejas no lugar e seguimos para saida.
- E mesmo, geralmente eu não falaria isso. - Agora deixo claro que qualquer coisa que eu diga e por puro calor do momento.
- Sobre seu pai ? realmente fico feliz que falou um pouco mais de si.
- Não, não e isso. Eu não falaria que estou me acostumando com o fato que eu realmente..... Gosto muito de você, mas demorei muito. - Quando realmente me dei conta, as palavras haviam saído tão fácil mas tão dificio, eu senti uma pequena do na costela.
- Maldade dize isso em um lugar onde não posso te beijar. - Disse apenas para mim ouvir, me dei conta de como clichê aquela cena parecia. No caminho ate a saída não dissemos mais nada. Quando saímos o céu estava escuro, com finas gostas que caiam, era como se elas refrescassem nossa mente, refrescassem no frio para ajudar a não chorar na despedida do último encontro, o parque.


Quanto mais eu pensava, mais sem sentido parecia, estava tentado entende como May e Madoko acharam aquele parque no meio do nada, praticamente so tinha arvores em volta dele, e certamente pouca gente sabia dele pois não tinha lá muitas pessoas.
- Aonde vamos primeiro ? Barraca de doces jogos ? Montanha russa ? - May Olhava todos os lados impaciente.
- Que tal pegarmos os ingressos primeiro - Apontei uma pequena cabine.
Depois de compramos os ingressos veio a decepção de que a montanha russa estava com um defeito e não poderia funcionar aquela noite, mas May e Madoko com sede de emoção decidiram ir em um brinquedo que elas chamavam de evolution, parecia um barco vikem, talvez tivessem o colocado lá por que o barco vikem era considerado ''chato''. A única diferença era que em vez de um barco era uma roda, e ela girava em 360°. [N\T; Se quiser saber o brinquedo e esse http://2.bp.blogspot.com/-K8PuZzNNVzM/UL-l8jbB-wI/AAAAAAAAACs/CymcAwO68R4/s1600/evolution_a.jpg ]

Eu realmente não gosto muito disso, so que as garotas me convenceram. Se existe seres melhor na arte de convencer do que as garotas, me apresente por favor.
Não me lembro direito do que ocorreu ante do brinquedo começar a girar e dar voltas, acho que os gritos eufóricos ou o movimento que pareceu fazer do meu celebro manteiga apagou da memoria qualquer pergunta ou comentário que May Madoko ou Ukyo fizeram antes ou depois da roda começar a girar. Agora tudo que eu sei e que estou apoiado em alguma barraca, com uma baita tontura me perguntando se eu tenho labirintite.
- Talvez você tenha mesmo labirintite, ou apenas sua pressão baixou demais. - May fala me dando um pouco de água.
- Bem então chega de brinquedos que rodam para você Yuu. - Entrego a garrafinha de volta para May. Parece que Madoko não esqueceu a ideia do meu apelido.
- Que tal jogo de tiro. - Ukyo aponta para barraca que eu me apoiava.
- Estou um puco tonto para um jogo de tiro.
- Não gosto de armas. - Madoko se afasta junto a mim.
- É, sobrou pra gente. - Ukyo e May falam juntos se posicionando com as armas. O primeiro tiro e do Ukyo, que acertaria, caso o alvo fosse o chapéu que estava repousando em uma estante abaixo aos alvos.
- Você e pior que uma criança.
- Não May, deveria se melhor, pois pelo menos acertou algo. - Deixei uma ponta de ironia escapar.
- Certo, então Ukyo mire mais pra cima.
Depois de seis tentativas acertando tudo que não dava para ganhar, Ukyo consegue um pequeno globo de neve no seu centro um pinguim sentado em cima de uma bola de praia. Enquanto May, conseguiu depois de três tiros uma figura de um palhacinho que usava roupas pretas com detalhes vermelhos e prata com uma mascara sorridente, de mais ou menos quinze centímetros um tanto macabro.
- Brincadeira de criança. - May disse num tom vitoriosos, mostrando o palhaço como se fosse um troféu.
Depois de rirmos com os erros do Ukyo as garotas foram comer mais doces.
- Como pai coruja eu estou preocupado, minhas filhas podem pegar diabetes. - Ukyo rouba um morango com chocolate de May recebendo um empurrão.
- Nos somos crianças rebeldes. - May fala e Madoko assenti.
- Queremos saber mais sobre adultos. - Foi a vez de May assenti.
- E queremos invadir o quarto dos papas para ver eles faze............. - Eu tampei a boca da May e Ukyo da Madoko, nenhum de nos dois queríamos saber como aquilo acabava, e nem que o resto do parque ouvisse.
- Tomem mais cuidado.... - Ukyo começou - .....Com o que dizem. - Eu terminei. Soutamos elas de vagar e fomos para a proxima barraca.
Depois das crianças brincarem mais nos brinquedos ''Apaga memorias'' e nos ''Trasforma o celebro em manteiga'' e da May ser proibida de entra no carrinho-bate-bate por quase atropelar o ajudante decidimos ir em mais barraquinhas.
- Agora e so pescaria - May me deu uma vara de pesca.
- Bem ate agora so eu e May ganhamos alguma coisa. - Ukyo fala pegado uma vara.
- Pelo menso em pescaria você sempre ganha algo. - Madoko se debruça no balcão chamando a dona da barraca.
A pequena fonte começa a funcionar fazendo os peixes coloridos girarem. Quem começa e o Ukyo, pega dois peixes um rosa outro azul, a soma dos números abaixo do peixe foi de 24, e quanto maior a pontuação menor o premio, Ukyo ganhou um chaveiro de lua azul feito de metal.
A segunda foi a Madoko, pegou um peixe verde e um laranja, com sua pontuação de 16 ganhou uma boneca de uns dez centímetros. Eu o terceiro, peguei um peixe azul e outro branco, uma pontuação inacreditável 7. A senhora me disse para escolhe entre um tigre dormente ou pandas gêmeos segurando um coração.
- May pode pegar o premio. - Digo me virando e observando o céu, ele estava claro, um vento frio vestia as arvores em volta fazendo um barulho agradável. Ouço algo rasgando, olho para traz, May estar com um dos pandas e Madoko com outro, Ukyo segurava o coração que unia os dois.
- Vamos embora, acho que vai chover. - Andei em direção a saida, onde outras pessoas saiam.
- ESPERA !! - May pula em mim, espremendo o panda entre minhas costas e ela. - Antes de irmos temos que ir na roda gigante. - May apontou para grande roda que girava lentamente.
- A cabine tem formato de ovo, e perigoso ela virar.
- Mas so se você for muito descuidado. - Madoko rir.
- Madoko vem comigo. - May e Madoko cruzam os braços e saem saltitando.
Na entrada das cabines posso ver olhares estreitos ao longe se dirigindo a mim e ao Ukyo. Eu ainda não entendo isso....
A pequena cabine em formato de ovo, era ventilada por milhares de buraquinhos que cobriam a parte que era para ser uma janela.
- Esta desconfortável ?
- Um pouco, não gosto de lugares apertados, mas saber que logo vou sair me acalma.
Novamente o silencio reina na cabine com pouca iluminação, e a roda começa a girar sem paradas.
- Sabe, eu me assustei com aquilo que você falou no shopping, não pensei que poderia se acostumar tão rapido.
- Rápido.... - Sussurrei para mim mesmo. - Quando se estar perto de perder algo, nos desesperamos por não querer perde.
Pensei que ele iria sorrir, mas ficou incrivelmente serio.
- Você não vai me perder porque eu prometo que vou voltar. - Ele pega minha mão - Quero terminar essa vida com você, e a próxima também, e as próximas que virão. - Aperta um pouco e depois solta. Eu não sabia se ficava com vergonha. O silencio volta a reinar por alguns segundos.
- Bem. - Sorri um pouco. - Você não ficou revoltado quando soube que um homem gosta de você de maneira romântica.
- Revoltado fiquei por que você me beijou, sendo que tínhamos acabado de nos conhecer. - Suspirei. - Alem do mais, nunca me ensinaram se eu deveria ficar com meninos ou meninas.
- Eh, serio ? - Balancei a cabeça positivamente. - Eu sempre me vi dividido, achava as garotas muito atraentes, mas sempre gostava de reparar nas pernas dos garotos. Eu era estranho.
- Você É estranho. - Ele rir nervoso, mas logo fica um pouco mais calmo, e me olhou um pouco mais serio.
- Sabe quando você mentiu na praça disse que a May também sabia que você estava mentindo, então por que ela não faz nada ?
Dei um pequeno suspiro antes de começar.
- May sempre foi curiosa demais, e eu sempre estava machucado na época, então a convenci a não se preocupar, mais ainda assim ela se preocupa.
- Esses machucados........ - Ele coloca as mão no rosto. - Desculpa.....
- Sim. - Não sei por que comecei, mas foi difícil não continuar a fala. - Para falar a verdade eu me cortava, como a Keko. - Começo e levantar a manga da blusa. Um pequeno sorriso nasceu em meus lábios. - Você não olhou bem meu corpo. - Mostrei a ele marcas finas, claras quase como a pele e enfileiradas como uma escada. - Se quiser eu pego o estile e me corto para provar. - '' Você precisa prova que esta bem......'' Sem perceber ele toma o estilete com violência.
- Eu, quase acreditei, mas as marcas fundas em suas costas não poderiam se feitas por você. - Eu abaixei minha cabeça. - E se foram mesmo, por que no dia que eu te perguntei sua expressão foi de tanta dor e sofrimento ? - '' ....Você...'' - Yoru. - ''.....Tem que.....'' - Por que ? - ''.........Fechar seu coração...........''
Mais uma vez o estralo e aquela dor de cabeça, já perdi as contas de quantas vezes disse que odiava aquela historia. Mordi a lingua mais uma vez e olhei para cima.
- Por que... - Comecei, mas uma lagrima caia sem permissão, porque tinha que chorar se não estava triste ? - Se você esta na frente da linha amarela.... - Respirei fundo. - E alguém te empurra, e mesmo no trilho você não pede ajuda e ninguém te ajudar........ - Voltei a abaixar a cabeça. - Se o trêm te atropelar e suicídio, não e culpa de quem te empurrou... Eu sai dos trilhos antes que o trem me pegasse......Mas.........mas........mas...... - Minhas lagrimas saim de vagar, mas eu nem sabia o verdadeiro motivo delas saírem.
- Ora, você so e uma criança querendo ser protegida. - Diz calmo secando minhas lagrimas. - Se você se sentir com medo olhe para mim. - O encarei um pouco. - Eu estarei aqui por você, ficara tudo bem, Ok. - As lembranças da minha mente, palavras que não quero ouvir vem a mente com força, eu não quero mais me lembrar dessa historia.... Sinto que vou chorar mais.......
De repente a roda gigante para um pouco atras da nossa cabine, não e hora para chorar. Me esforço para ficar serio, respiro fundo.
- Sabe queria que a roda gigante girasse mais uma vez. - Ukyo sorri, como sempre.....
A cabine atras da nossa estava realmente de ponta cabeça.
- ''Isso so acontece se você for muito descuidado '' - Ukyo imitou Madoko, as duas faziam um fico enorme. So não estavam com vergonha por que embaixo da saia elas usavam um shortinho.
Na volta para casa choveu forte, tivemos que nos despedir dentro do ônibus. Ukyo me deu o seu mini globo de neve dizendo que ainda era dele, isso o faria voltar para eu ter que devolver o globo, algo parecido com uma pequena magica. May e Madoko receberam um belo puxão nas bochechas por reclamarem que queriam que eu e Ukyo nos beijasse, fala serio, mesmo não tendo direito, mas, ainda tenho dignidade.
Depois que Ukyo se mudou, May fora para outro internato, Madoko ficava grande parte do tempo comigo, mas não era sempre. Eu e Ukyo trocávamos mensagens no celular, na última ele falou que estaria de volta em dois anos, mas depois disso eu e Madoko perdemos contato com ele, o outono voltou para o verão, e o verão para primavera. Incontáveis anos se passaram....
Ele não voltou, e eu passei por esquecer aquele dia de verão....

Inverno.

- Hey Yuu, ta frio ai ? - Duas garotas berraram assim que eu atendo.
- May, Kou, ta nevando ainda se e isso que querem saber - Olhei pela janela embaçada, vendo a neve branca, e pura.....

CONTINUA...

Nota da autora:
Sabe o capitulo anterior fico meio confuso pq eu escrevi correndo, mas esse esta melhor.

  • Feita por Mairy-chan
Desculpe a demora horrível D:

2 comentários:

  1. Gente, que história maravilhosa. Muito profunda. Ukyo, você é mal, deixou o coitado do Yoru sozinho. :( Continue, my love! :)

    ResponderExcluir
  2. O que houve no passado de Yoru? E o que aconteceu com o Ukyo? Eles vão se encontrar novamente? Tô morrendo de curiosidade! Continuaaaaa!

    ResponderExcluir