sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Só você para me deixar desse jeito

O meu nome é Kaito e estou apaixonado por um garoto da minha turma, o nome dele é Taichi.
Mantive esse sentimento escondido durante dois longos e duros anos. Nem meu melhor amigo poderia saber, porque na verdade era o Taichi.
Um dia, Taichi foi denunciado por um babaca que ele pensava ser amigo dele, fiquei radiante porque sabia que ele poderia me amar também, mas também fiquei triste porque Taichi foi maltratado por outros rapazes idiotas.
Um dia, apanhei quatro caras fazendo de Taichi, um saco de porrada. Isso foi o suficiente para me irritar, fiquei de tal maneira irritado que cheguei lá e empurrei bruscamente todos os caras para trás.
Um deles, se recompôs, deu dois passos em frente e falou:
- O que você quer, você é o namorado dele é?
Nesse momento, falei tudo para Taichi:
- Não, não sou mas também não me importaria de ser. Esse cara é a pessoa mais perfeita que eu conheço. Ele é gay sim, e depois, ele tem o direito de ser como quer. Eu posso estar dizendo baboseira mas eu nem quero saber. Eu amo esse cara, e não vão ser quatro idiotas que me vão fazer mudar.
Mal acabei de falar, os quatro tentaram-nos atacar, mas finalmente o Karaté me fez jeito. Consegui fazer com que caíssem para que eu e Taichi pudesse-mos sair daquele lugar.
Meu rosto estava doendo, um deles me deu um soco forte na cara e deixou marca. Taichi me tocou na minha face magoada, sorriu e me deu um beijo na testa. Olhei-o nos olhos.
Os seus olhos verdes eram doces e lentamente se aproximavam, e lentamente se fechavam. Os meus foram se fechando sozinhos, e quando dei por mim, estava beijando a pessoa que mais amava nesse mundo.


  • Feita por Filipa Silva
Arigatooo Fi-chan 

Barboza

   Barboza, uma escola para alunos com dons notáveis. O método de ensino um dos melhores de todo o Japão, pessoas disputavam a tapa uma vaga.
Hoje parecia diferente dos dias anteriores a este, o tempo estava agradável e uma leve brisa um pouco fria passava pelos rostos das pessoas, que atrasadas, davam longos passos para chegar em seu destino. “Vou me atrasar!! E logo no meu primeiro dia de aula.”- Ito Jun pensava. Jun era um jovem de 15 anos de cabelos pretos e olhos com um leve tom de azul. Ele corria, faltava pouco para chegar em Barboza. Ele passou por seu divino talento para tocar piano, ele tocava desde seus 5 anos, e já com 7 participava de concursos de talento. Ele cresceu num bairro nobre. Ele conseguiu chegar a tempo, ele parou um pouco debaixo de uma árvore de porte médio e sentou-se. Estava extremamente ofegante e cansado.
- Está tudo bem com você, Ito-san? – disse uma garota de cabelos ruivos e olhos azuis acinzentados, ela usava o uniforme da escola e tinha um sorriso sereno em seu rosto, ela estendeu a mão para ajudar e continuou – meu nome é Saito Ina, mas pode me chamar só de Ina.
- Ina-san, eu estou bem, eu pensei que estava atrasado... –Jun disse recuperando sua respiração normal.
- É, mas você está! Todos ficaram preocupados e como sou representante da turma, me pediram pra te brocurar pra ver se estava matando aula! – Ela sorriu. Jun começou a dizer preocupado:
- Não, não. Nem pensar, eu só me atrasei. Me desculpe, não acontecerá novamente! – Ina com as mãos tampou seu sorrisinho de deboche e disse:
- Ito-san, você é engraçado, me acompanhe por favor! – Ela sorriu e ajudou Jun a se levantar, eles caminharam pelo pátio até chegarem a um prédio alto e largo. Ina apresentando o lugar foi dizendo:

- Aqui é onde temos aula, parece que seus pais já falaram com o diretor, então você não precisa ir conversar com ele. Vamos entrar, então! – Eles entraram.
- Oh, então esse é o aluno novo Ina-chan. Ele é bonitinho como disseram, que olhos fofos. Seremos amigos, né? – Um garoto de cabelos louros e olhos preto disse para os dois assim que entraram. Uma veia na testa de Ina foi saltando lentamente.
- Você é um idiota ou o quê? Pare de perseguir e assustar as pessoas, Yosuke. Ele mal chegou e você já está dando em cima dele! – Ina disse meio gritado.
- Ina-chan, tenho que aproveitar a minha beleza e… então, você está namorando, deixe eu ver…
- Yosuke, você não sabe nem o nome dele!! Seu IDIOTA, pare com isso! Ele não vai querer mais estudar aqui, você é tão idiota, olha agora EU ESTOU GRITANDO E EU NÃO GOSTO DISSO. E AGORA ELE VAI VER QUE EU NÃO SOU MEIGA, SEU IDIOTA!! – Jun foi corando levemente. Yosuke segurou suas mãos dizendo a ele:
- Você está tão bonitinho, serei seu soldado, seu escravo. Serei seu e a você eu prometo fieldade.
- Assustador. –Jun murmurou.
- EU NÃO DISSE, SEU TREMENDO IDIOTA! ELE NÃO VAI QUERER VOLTAR AQUI MAIS, I-D-I-O-T-A!!
Uma bola foi chutada e acertou a cabeça de Jun que foi caindo levemente.
- JUN – Ina e Yosuke gritaram.
- KAZUO, SEU IDIOTA, NÃO PODE CHUTAR BOLA AQUI. IMBECIL. –Ina começou a falar numa voz doce – Ito-kun, como você está? Acorde!
- Foi mal, como ele está?
- Eu vou leva-lo a enfermaria, voltem para aula!
- Senpai?! – Hideo carregou Jun no colo aconchegando-o. Ele então começou a andar. Ina, Yosuke e Kazuo se entreolharam e ficaram levemente boquiabertos, “o que Aoki Hideo-senpai faz aqui? E por que ele pegou Ito-kun” – Ina pensou.

  • Feita por Samyueru
Arigatoo Samy ;3

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pugnator - 2

A festa futurística
 Dean ajeitou os últimos detalhes em seu traje nada animador e encarou-se de frente aos espelhos. Era um moreno feito, de olhos verdes tão claros que duvidou que fossem reais, tinha uns dez centímetros a mais que Esis, mas isso nunca fora motivo de discussão para eles.
Bagunçou os negros cabelos espalhando-os como bem entendeu e então virou-se para se apresentar a Esis.
-Bom, mas... – Esis se levantou e penteou um pouco o cabelo de Dean – Assim é melhor.
-Que chato é você.
-Vamos ou vamos nos atrasar.
-Para que? Servir de zombaria para Enzo e seus colegas? – Dean não estava muito a fim.
-Não, para se divertir com seu melhor amigo.
Eles se retiraram do prédio seguindo ao estacionamento onde Dean ligou a moto para que pudessem seguir para o centro. Esis montou na moto e deu permissão para partir, assim eles pegaram a estrada.
Ao longe já podiam ouvir a musica que tocava, ate que não era uma má escolha, mas deduziram que talvez Enzo tivesse a consciência de não prejudicar a cidade, afinal ele precisava dessa doação tanto quanto qualquer um ali.
Ele parou a moto e depois que desceu seguiu para adentro da festa com Esis ao lado. E lá estavam as belas garotas – lideres de torcida –da ala norte, sorrindo e dançando para que os garotos pudessem escolher com qual delas ficaria, ao menos essa era a visão delas que Dean tinha.
Leandra – uma velha amiga que tinham conhecido quando entraram na instituição, aos dez anos, há sete anos – se aproximou deles.
-E então? Acham que vamos arrecadar algo este ano?
-Com toda certeza – Esis respondeu – Se Enzo não estragar tudo.
-Ele não é tão louco – disse Dean.
Eles começaram a dançar, beber e paquerar, esperando não incomodar ninguém ate o final da noite.

Sua cabeça estava começando a doer, talvez ele tivesse bebido demais. Tinha perdido Esis e Leandra de vista, droga, como voltaria ao dormitório assim? A noite já estava pela metade quando ele finalmente se afastou de tudo aquilo, sentando-se na sua moto no estacionamento, ao menos ele acreditava que fosse essa a sua moto.
Havia poucas pessoas ali, um grupo desconhecido com dois homens e uma mulher, e alguns alunos do outro lado que estavam tão alcoolizados quanto ele.
-Que dor de cabeça!
-Dean? – era a voz de Esis, mas estava distante. Dean ergueu os olhos a ponto de ver um garotinho de cabelos prateados a sua frente – Onde você está Dean?
O garotinho estava assustado e chorava muito, Dean tentou alcança-lo com a mão, mas caiu depois que se desapegou da moto.
-Esis, estou aqui – disse ao garotinho que continuava a olhar em volta sem enxergar nada, então a imagem da criança foi se apagando aos poucos deixando apenas sua voz chamando pelo nome de Dean.
Fechou os olhos temendo dormir ali, ouviu passos se aproximar, pareciam estar pisando sua cabeça.
-É ele? – era a voz de uma mulher, ele não ouviu nada depois – Certo, levante-se garoto.
Dean não sabia ao certo se era com ele que a mulher estava falando, mas teve certeza quando o pé dela acertou seu estomago. Ele pôs tudo que tinha comido para fora e então se colocou de pé como pode. Aquela dor com toda certeza não era por causa da bebida.
-O que você quer? – ele perguntou se afastando, mas não sabia o quanto se afastar, só enxergava borrões – Eu não tenho nada.
-Só queremos uma coisa, Lumina draconis, entregue-nos e saímos daqui o mais rápido possível – agora era um homem que falava, mas do que ele o tinha chamado?
-Eu não sei o que querem.
-Sabe sim, nos entregue e tudo fica bem – a mulher voltou a falar.
-O que? Entregar o que?
-Já chega! – disse outro homem, Dean sabia porque a voz não era igual ao primeiro. – Bestiae in montibus.
Por mais absurdo que fosse Dean conseguiu entender o que ele tinha dito, só não sabia por que ele tinha dito isso.
Sua visão se clareou um pouco mais a ponto dele ver um leão de pelo negro vir para cima dele. Colocou as mãos como proteção e o bicho o derrubou no chão tentando cravar seus dentes na carne de Dean. Não sabia de onde tinha tirado tanta força para afastar aquele leão daquela maneira, mas no momento estava apenas dando graça.
-Pare – ele pediu ao homem que tinha dito as palavras – Eu não sei o que querem.
-Nos entregue ou vai morrer garoto – a mulher o ameaçou.
Mas ele não tinha ideia do que eles procuravam. Dinheiro? Algum pertence? E por que eles não podiam te dizer o que era?
O leão pressionava cada vez mais ate conseguir por a pata no pescoço de Dean e começar a asfixia-lo. Ele tentou aspirar ar de onde não tinha, estava morrendo e ninguém poderia ajuda-lo.
-Nocte draco – as palavras correram por seus lábios com uma mistura doce e perigosa, ele não fazia ideia do por que tinha dito, mas descobriria logo.
O leão foi lançado de lado e Dean pode ver a criatura mais linda e ameaçadora a sua frente. Tinha o cabelo longo preso por um rabo de cavalo, e um cetro de prata e turmalina rosa nas mãos, mas o que mais encantou Dean foi o brilho a sua volta. A criatura o encarou e Dean percebeu certa semelhança, mas sua mente turva não o deixava lembrar, e aqueles asas escamosas – mas com certa delicadeza pelo toque sutil de rosa que elas tinham a mistura de prata – e perigosas que surgiram a seguir o intimidou.
-Vão embora – a criatura avisou aos estranhos.
Dean reconheceria essa voz em qualquer lugar do mundo, só não compreendia o que estava acontecendo. Quem eram aqueles estranhos? Por que seu amigo estava daquela maneira? E por que ele o tinha achado atraente?
-Ai está, não é magnifico? – observou a mulher – A delicadeza e beleza de uma flor e o perigoso veneno de um espinho.
-Eu mandei irem embora – como Esis poderia lutar? Dean não saberia comandá-lo e ele não poderia fazer nada sem as ordens.
-E se não formos? – o mestre da besta se aproximou.
-Eu farei pagá-los por me incomodar. – ele tentou parecer o mais ameaçador possível para afastar os sujeitos antes que provocassem uma briga.
Eles não pareciam querer recuar, mas então a mulher tomou a frente e disse:
-É melhor nos irmos, nos vemos depois dragão – ela disse dando as costas com muita confiança para Esis.
Os outros dois homens demoraram-se mais a ir e quando eles não estavam mais a vista, Esis foi ate Dean. Precisava tirá-lo dali o mais rápido possível.
Olhou-o para conferir se estava tudo bem e encontrou algo nos olhos de Dean que não o agradou.
-Lumina draconis? – Esis se perguntou – Não esperava por isso.

Dean abriu os olhos e encarou o teto do dormitório, não se lembrava de muita coisa do que tinha acontecido ontem na festa, mas uma coisa que não se apagava da sua mente era a visão de Esis a sua frente depois dele ter dito aquelas palavras. O que tinha sido aquilo afinal?
Sentou-se na cama e como esperado Esis não estava em sua cama, ele nunca estava. Queria levantar-se, mas ainda estava meio tonto, não tinha certeza que não cairia se ficasse de pé.
Mesmo assim tentou, apoiando-se nas coisas mais próximas e seguindo para fora. Vince o encontrou no corredor e veio ao seu socorro.
-Você está bem cara?
-Sim, só exagerei na bebida ontem – inventou uma desculpa.
-Então você bebeu pra caramba – Vince observou a postura e os olhos de Dean, estava acabado, parecia que tinha andado brigando com elefantes.
-Eu sei Vince, me ajude a chegar ao refeitório. – ele pediu ignorando sua aparência – Sabe onde está Esis?
-Não, ele saiu hoje cedo, mas prometeu estar aqui no final da tarde. Parece que hoje não haverá aula.
-Por quê? – seu interesse estava desfocando-se lentamente e ele mal percebeu.
-O carro do diretor estava detonado, parece que alguém quis brincar no estacionamento. O diretor está tentando descobrir quem foi, mas antecipadamente já culpou Enzo pelo desastre – Vince riu da própria piada, pois ninguém além dele ria das piadas que fazia.
Dean esperou chegar a uma mesa e sentou-se o mais rápido que pode, a tonteira parecia apenas piorar.
-Certo Vince, obrigado pelas informações e pela ajuda.
-Sem problemas, mas você devia voltar para o dormitório, não parece bem.
-Vai passar!
Vince se afastou e Dean pediu a Rosane para lhe trazer o de sempre. Precisava comer ou ia desmaiar ali mesmo.
Rosane mal acreditou no monstro destruidor que estava a sua frente quando Dean acabou com três waffles e um copo de suco de laranja em apenas cinco minutos.
-Garoto que apetite – ela comentou se afastando e voltando ao seus afazeres.
Pelo menos a tonteira tinha passado, agora ele estava enjoado. Mas não tinha tempo, tinha que procurar por Esis, para que ele lhe explicasse o que tinha acontecido.
Seguiu ate a quadra, de vez enquanto encontrava Esis por ali. Mas não estava lá.
-Que droga Esis, para onde você foi?
Tirou o celular do bolso e telefonou, ninguém atendeu. Era sinal de que ele não queria falar com Dean, mas tinha, de um jeito ou de outro, ele tinha que se explicar. Ligou varias vezes, mas em nenhuma Esis atendeu.
Resolveu esquecer por enquanto, afinal Esis tinha que voltar ao dormitório em algum momento, eles não tinham outro lugar para ficar que não fosse o colégio ou a antiga casinha onde tinham morado por muito tempo, mas Dean duvidou que ele tivesse voltado para lá.
Dean voltou-se para o refeitório e comprou um salgadinho, quando ele estava irritado comia bastante, fato.
Hoje era sexta, para muitos significava um dia próximo da liberdade, para Dean mais um dia comum como qualquer outro, afinal ele não tinha para onde ir se saísse daqui, então no sábado e domingo ele e Esis ficavam no colégio sem fazer nada. Sexta também significava o dia em que as garotas poderiam vir à ala masculina, para o treinamento das torcedoras e dos jogadores de basquete – esporte mais valorizado ali – mas somente para que as torcedoras não atrapalhassem no jogo e os jogadores não atrapalhassem na torcida.
 Abriu o salgadinho e sentou-se próximo a janela. Onde Esis estaria afinal? Ele queria muita saber quem eram aquelas pessoas, o que significavam aquelas palavras que ele conseguia entender muito bem e principalmente por que ele mesmo tinha dito palavras estranhas.
Ele sabia que era latim, pois já tinha estudado essa matéria, mas não tinha aprendido nada, então como entendeu perfeitamente agora?
E aquela besta, de onde ela tinha aparecido? Ele nunca tinha visto um leão de pelo negro e de olhos tão amarelos, era uma aberração. E Esis, oh Deus, ele estava tão lindo e tão delicado com aqueles cabelos compridos presos num rabo de cavalo. Dean acertou um tapa no próprio rosto para parar de pensar nisso.
Encontrou algo no salgadinho que não era comestível, só poderia ser mais uma daquelas promoções onde ganhava uma carta de algum desenho que está em modinha na televisão. Ele encarou a figurinha em sua mão, era uma espada prata e rosa, que lembrou-lhe muito o cetro que Esis tinha ontem.
Ele olhou a embalagem do salgadinho, a promoção era do homem-de-ferro, desde quando homem de ferro tinha uma espada? De qualquer maneira aquela carta não era muito normal, não tinha aquelas informações de ataque e defesa ou mesmo qualquer outra coisa, era só a espada e as margens enfeitadas por folhas de videira.
-Rosane, por favor, eu quero mais três salgadinhos.
-Garoto você tem que parar com isso...
-Rosane vai logo pegar os salgadinhos.
Ela se afastou resmungando alguma coisa que Dean não pôde ouvir, mas também não queria, ela reclamava de tudo. Então voltou com três salgadinhos que Dean abriu e despejou pela mesa, ela começou a reclamar que ele ia limpar, mas ele estava mais interessado nas figurinhas. Eram totalmente diferentes daquela. Então o que era aquilo?
-Obrigado Rose – ele se retirou do refeitório a deixando reclamar sozinha.
Adentrou a biblioteca e seguiu ao computador mais próximo. Entrou no site que as figurinhas continham, viu todas as figurinhas e nenhuma era como a espada que ele tinha em mãos. Então fez algo que já deveria ter feito há muito tempo, ele virou a carta da espada, atrás tinha escrito em letras fortes Pugnator.
Mas o que isso queria dizer?
Tentou ligar para Esis mais algumas vezes e deixou para depois quando já tinha ligado umas quinze vezes.
Saiu da biblioteca com a carta no bolso e seguiu para quadra, queria desejar boa sorte a Leandra, que pretendia entrar para as torcedoras. Como as alas dos meninos eram as únicas a ter uma quadra descente – a quadra da ala feminina estava em reforma desde o ano passado – elas vinham fazer isso aqui.
Ele sentou-se na arquibancada e acenou quando Leandra o viu. Ela subiu correndo ate onde ele estava.
-Estou tão nervosa!
-Não fique, já vi seus movimentos, são de impressionar.
-Obrigado, mas o que te impressiona pode ser um nada para eles. – ela apontou o júri, e ali no meio daquelas cinco pessoas Dean enxergou apenas uma.
-Esis – gritou, de pé. Seu amigo virou o rosto para lhe fitar, estava bravo.
-O que quer? Não está vendo que estou ocupado?
Dean irritou-se pela maneira que este o tratou e caminhou ate mais próximo, enquanto Leandra era totalmente ignorada ali atrás.
-Miserável, eu te procurei sem parar hoje.
-Já me achou, diga o que quer, eu tenho que continuar.
Então Dean percebeu a vergonha que estava passando, todos – todos mesmo – estavam olhando para ele.
-Desculpe – pediu a todos – Depois conversamos.
Esis assentiu e voltou à atenção a quadra.
-Então... O que foi isso agora? Foi meio estranho! – perguntou Leandra tentando fingir não ter sido ignorada.
-Desculpe, mas bem... Boa sorte.
Leandra fechou a cara e encarou a quadra, ou melhor, um dos juízes, mas Dean nem percebeu por que também estava com os olhos fixo nele. Não o deixaria sumir de vista agora.
-Vem ver mais de perto – ela começou a descer as escadas correndo apegada a mão de Dean.
Leandra tropeçou e gritou quando viu que ia cair, isso chamou a atenção das pessoas ali bem e no momento em que Dean agarrou a cintura da amiga para impedir que ela se machucasse Esis virou-se para ver o que estava acontecendo.
O corpo de Esis se encheu de raiva e em sua cabeça passou milhões de acontecidos para Leandra estar nos braços de Dean, menos que ela tenha tropeçado. Ele se levantou e se retirou da quadra seguindo para o lugar mais distante que pôde, antes que voltasse e estrangulasse Leandra.
Dean viu Esis se retirar e pelo visto só ele percebeu o quão rápido ele tinha se movido. Sem pensar muito ele soltou Leandra que reclamou alguma coisa, mas ele não estava ouvindo, queria entender por que Esis tinha ficado bravo e se retirado. Seria possível...
-Dean – Leandra o gritou, todos estavam rindo dela graças a Dean.
-Desculpe – ele ajudou-a a se levantar e passou por ela correndo indo atrás de Esis.
Mas não fazia ideia de onde ele tinha ido, procurou com os olhos por toda a área do colégio que conseguia ver, mas não o viu. Começou a procurar por todos os lados.

Adentrou o quarto sem esperanças de acha-lo, estava cansado, tinha percorrido toda a ala masculina atrás dele, procurou ate no banheiro, mas ele não estava. Quando Esis queria se esconder ele sabia muito bem como.
Deitou-se na cama e encarou a cama ao lado da sua vazia. Fechou os olhos por um momento visualizando a cara de bravo que Esis tinha feito lá na quadra, ele queria muito que isso tivesse ligado a apenas um sentimento.
Abriu os olhos novamente sentindo a brisa leve em seu rosto, mas tinha quase certeza que a janela estava fechada. Ele se viu num campo de flores, o campo de primavera – um lugar daquela cidade onde as coisas mais lindas aconteciam – na floresta encantada – eles tinham dado nomes aqueles lugares.
Havia dois garotinhos ao longe e ele se aproximou para ver quem eram. Quem mais seriam se não fosse Esis e ele? Brincando entre as flores sempre perto um do outro, Dean colocou na cabeça de Esis uma tiara de flores amarelas, e percebeu o quanto qualquer coisa lhe caia muito bem, Esis sorriu agradecendo pelo presente.
Eles se levantaram, deram as mãos e começaram a caminhar. Dean tentou acompanhar os garotinhos, mas quanto mais caminhava, mais longe estava das crianças. E então estava de volta ao quarto, esse tinha sido o mais perto de tranquilo que ele tinha desses momentos ou visões.
A porta do quarto se abriu e qual não foi sua surpresa quando Esis adentrou o quarto de cabeça baixa. Ele sentou-se na cama, mas Esis passou sem olhar para ele e começou a preparar a cama – dormiria tão cedo?
O corpo de Esis tremia de raiva e ele não queria ter que descontar tudo em Dean. Queria dormir e acordar pensando que aquilo não passou de um sonho, mas pelo visto Dean tinha outras intenções.
-Esis precisamos conversar – ele disse decidido.
-Não temos não – uma carta foi lançada sobre a cama de Esis, ele a pegou depois de um tempo e encarou a carta irritado e assustado ao mesmo tempo – Quem te deu isso?
-Agora quer conversar?
-Não, não me importa – ele atirou a carta na cama de Dean.
-O que é Pugnator?
Pelo visto ele não ia desistir, mas afinal que mal tinha contar a ele agora. Ah é, Dean podia não estar preparado para o que ia ouvir, podia estar despreparado para lutar, Esis estava bravo com ele e pugnator não era joguinho para crianças.
-Um jogo!
-Tipo virtual?
-Tipo vida real, muitas pessoas jogam isso no mundo inteiro – ele disse de uma vez por todas, esse era o mal de conversar irritado, ele soltava as coisas que mal percebia, mas sabia que Dean tinha noção disso.
-Me diga o que é Esis – ele pediu se aproximando do amigo, que afastou – Por que ficou bravo?
Esis tinha ao menos conseguido o fazer mudar de assunto que não queria nem pensar, para um que ele não queria nem comentar.
-Ela me irrita, faz esse tipo de coisa para eu me sentir mal. – disse de uma vez.
-Por que se sentiria mal? – Dean se aproximou e Esis percebeu que não tinha mais como se afastar quando encontrou a madeira da cama.
-Por que você não se lembra de nada e todos se aproveitam disso – ele confessou não conseguindo mais esconder.
Seus olhares se cruzaram buscando por alguma resposta, então se afastaram.
-Voltando ao assunto – Dean deixou claro que não ia desistir.
-Amanha Dean, estou cansado.
-E eu também estou cansando, de não saber das coisas e das pessoas pensarem que podem fazer o que bem entender.
-Por que não vai dizer isso para sua amiguinha? – aquilo soou como uma ameaça.
Dean resolveu esquecer por enquanto, pegou a carta e se retirou dali seguindo para o terraço, queria ficar sozinho e por as coisas em ordem na mente dele, não tinha como uma pessoa como aquela ter alguma coisa que não seja ódio dele. Ele só queria entender o que tinha mudado entre eles desde o acidente, mas era obvio que também não ia descobrir tão cedo.

Bem cedinho Dean acordou e amarrou Esis a cama, este não ficou nada feliz quando foi acordado com um banho de agua fria.
-O que quer Dean? – ele perguntou naquele tom que informava que as coisas não iam ficar assim.
-Que me responda o que te pergunto.
-Tudo bem, mas vai ter de acreditar em tudo e lembre-se, você pediu para ouvir.
Dean desamarrou Esis que aproveitou-lhe para lhe dar um soco. Então seguiram para o refeitório, o colégio estava completamente vazio, só alguns funcionários que também não tinham casas estavam ali. Para o azar deles Rosane tinha família e não tinha ficado no colégio.
Então se viraram para preparar algo para comer. Enquanto faziam Esis começou a explicação.
-Pugnator é um jogo real, onde os mestres comandam seus combatentes a partir de ordens e cartas. Como o homem daquele dia, o leão era seu combatente e ele era o mestre que dava as ordens, mas ele precisa das cartas para dons especiais.
-Entendi! Ou mais ou menos, continue. – era como um jogo virtual só que real.
-Bom, há varias maneiras de se jogar Pugnator, as três principais sãos os torneios, as disputas e as missões. Os torneios são nacionais, é como uma eliminatória, convida-se vários mestres e diante das lutas vão se eliminando ate que sobre apenas um. As regras básicas de um torneio são: deve ser realizado dentro de quinze minutos no máximo, se o tempo acabar e não houver um vencedor em arena, os dois são perdedores e são convidados a se retirar da competição. O torneio é um dos mais importantes meios de se jogar Pugnator, com ele seu combatente pode ganhar cartas, experiência e você pode ganhar muito dinheiro e um titulo. Mas as lutas dos torneios geralmente são realizadas com seis ou mais lutadores, o que torna difícil conseguir uma vitória.
-Então quer dizer que o torneio é um jogo para suicidas?
-Não é bem assim, o torneio só serve para mestres e combatentes fortes e competentes.
-Mas não há como ganhar uma luta de cinco contra um em quinze minutos.
-Mas essas são as regras. Continuando, as disputas são lutas individuais, quando um mestre convida o outro para uma luta, aquele que foi convidado pode ou não recusar a luta se desejar, em compensação o vencedor da batalha individual pode escolher como premio dinheiro ou a carta do baralho adversário.
-Como aquele acontecimento do outro dia?
-Não aquilo foi um ataque mesmo – Esis serviu sua macarronada para ambos – Pronto, sinta-se a vontade para experimentar.
-Por que eu, se foi você que fez?
-Você mesmo já disse, eu fiz, prova.
Dean colocou um bom tanto de macarrão na boca e disse:
-Bom, meio grudento, mas bom.
Esis sentou-se e começou a compartilhar do café da manha mal feito e grudento. Eles encerraram o assunto por enquanto que comiam, mas de vez enquanto trocavam olhares que nem eles mesmos sabiam o que significavam.
Depois de comer seguiram para o campinho e sentaram-se na sombra, então Esis pôde continuar.
-E por ultimo, mas não menos importante temos as missões. Elas geralmente são passadas numa pagina oficial do jogo que só os mestres tem acesso, então você escolhe a missão que quer e quando estiver concluída seu combatente ganha experiência, um novo poder para alguma carta que você já tenha no baralho e o mestre pode ganhar algum objeto ou mesmo dinheiro.
-Ou seja, os combatentes sempre saem ganhando?
-Eles fazem a maior parte do trabalho, é claro que tem ganhar mais.
-Agora me responda algo que quero muito saber. Sobre as palavras...
-As palavras são a chave para ativar as cartas ou mesmo o monstro, aquela besta que te atacou naquele dia foi evocada por seu mestre, por isso o mestre tem de ser tão forte quanto o combatente, para que suas palavras tenham força de ataque.
-Como acessar a pagina de Pugnator? – ele perguntou, mas não era ai que queria chegar ainda.
-É só procurar Pugnator, pediram uma senha e você deve informar o nome do seu combatente.
-E qual seria o nome do meu combatente?
Esis tinha descoberto agora onde Dean queria chegar e tinha conseguido enrola-lo direitinho.
-Pugnator é um jogo serio Dean, e eu sou seu lutador, meu nome real é Nocte draco.
Dean não conseguia ficar chocado com tudo aquilo, era como se já conhecesse esse mundo e na verdade não duvidava de que tivesse conhecido. Algo lhe dizia que as respostas para todas as suas perguntas estavam no passado que ele se esqueceu, mas aos poucos estava lembrando.
-E então o que faremos?
-Vamos iniciar seu treinamento – Esis disse dando ênfase ao seu. 

  • Feita por Mia
Arigatoo Mia-chan ;D

O dia em que me Apaixonei‏

PI PI PI PI PI
Droga de despertador...
olhei para o despertador marcava 6:30 da manhã, olhei para o lado e vi que estava acompanhado, era um garoto, era bonito mas não lembrava nem seu nome.
Humpf... isso sempre acontece comigo, acabo dormindo com alguém que nem lembro o nome no dia seguinte. Chacoalhei o menino e ele abriu os olhos meio sonolento.
- B-Bom dia.- ele se sentou na cama e se espreguiçou, olhou para mim com um sorriso e disse. - Foi uma ótima noite ontem, quer que eu faço seu café?
Suspirei, droga esse vai dar trabalho para mandar embora. 
Eu tenho um sistema, eu conheço o cara, flerto com ele, transo, e mando embora, pronto.  Claro eu sempre sou o Seme.
- Olha acho que já esta na hora de você ir, eu tenho que ir trabalhar, e pelo jeito você... tem aula?
Ele deu um meio sorriso, oque confirmava que ele era de menor...D-R-O-G-A.
-B-Bom, hoje é sábado e eu não tenho aula, e você disse ontem que estaria de folga hoje...
Eu o olhei de cima a baixo, aquele garoto era realmente bonito, um Ukezinho perfeito, mas eu não iria cair na tentação novamente. 
- Não, se troque e eu te dou uma carona até a sua casa. - Levantei o fui para o chuveiro, notei que estava muito cansado, parece que a noite foi boa, mas infelizmente não me lembro de nada. Entrei no chuveiro, mas não demorou muito para o ukezinho entrar junto, eu já ia brigar com ele mas ele me beijou, enquanto usava as mãos para me masturbar, agora com ele bem perto eu pude ver, ele era muito bonito, batia no meu queixo, era magro, cabelos negros, mas no seu olhar havia a expressão de alguém que sabia oque fazer. Quando a coisa tava esquentando o telefone toca, e eu sai do chuveiro para atender. 
- Alo? - Atendi sem nem ver que era. 
- Thiago? - Notei que era a voz do Rodolfo, o fotografo que trabalhava comigo. - Cade você? estamos te esperando!
Ham? me esperando? 
- Como assim? eu não marquei nada para hoje - Eu disse,- Hoje é minha folga lembra?
Rodolfo deu um suspiro. 
- Thiago, você ta bêbado ainda? - Ele disse meio impaciente - Esqueceu que ontem nós saímos para beber, e encontramos com um grupo de modelos, e marcamos uma sessão de fotos para hoje de manhã as 6:00 horas?
Agora que ele disse...
- Porra!- Eu gritei no telefone - Não acredito, eu me esqueci, estarei ai em poucos minutos!
Desliguei o telefone e corri até a porta do chuveiro.
- Rápido, se troque, você é um dos modelos certo?
o menino me olhou sem compreender.
- S-Sim, meu nome é Junior, mas pode me chamar de Juny.
Claro! agora me lembrei.
Eu trabalho numa agencia, de modelos, sou de equipe Jump, onde eu o Estilista, Rodolfo o Fotografo, Marcelo o assistente,Steve o maquiador, Ricardo o gerente. somos os melhores da agencia, e ontem saímos para beber, e encontramos um grupo de modelos muito bonitos, e fizemos a proposta deles posarem para um book em grupo, eles ligaram para o agente deles e resolvemos tudo, mas esse Juny ficou me dando mole, e eu muito embriagado cai na dele...
Saímos do apartamento as pressas e entramos no carro, fomos direto para o parque onde seria a sessão de fotos. Quando cheguei, parecia que ia estourar uma veia na testa do Ricardo. 
- Onde você estava?! - ele grunhiu.
- Não importa, oque importa é que eu cheguei.- Olhei para os outros modelos, mas não lembrava o nome de nenhum, mas os rostos sim, mas tinha um em particular que estava ma chamando a atenção, ele não estava ontem conosco. 
olhei para Rodolfo e o chamei,
- Quem é aquele Japonês?
Rodolfo deu um meio sorriso.
- Parece que o lobo não se satisfez só com o Juny certo?
Eu dei um sorriso sacana.
- Meu apetite nunca esta satisfeito - Eu disse, e era verdade, eu nunca transei, para depois dizer que estava 100% satisfeito.- Mas me diga, quem é?
- Bom, ele é modelo também, o agente deles o mandou, dizendo para incluir ele na sessão, o nome dele é Akihiko, mas todos o chamam de Aki.
Hum, que interessante, um japonês, eles são sempre delicados, ele na cama deve sem incrível.
- OQUE VOCÊS DOIS ESTÃO CONVERSANDO? - Ricardo gritou, assustando todos- RODOLFO VÁ ARRUMAR A CÂMERA, THIAGO VÁ ARRUMAR OS MODELOS!!!  
Fui vendo um por um, todos era bem simpático, optei por combinar os cinco modelos, mas fazer as roupas mais elegantes. 
Enquanto arrumava Juny, ele me mandava sorrisinhos, e piscadas. Oque deixava meu trabalho mais difícil, quando terminei o mandei direto para o Steve, o ultimo foi o Aki, ele era serio, mas o rosto era meigo. Estávamos só nós dois no provador, ele se despiu, e ficou só com a cueca box, azul marinho, que caia perfeitamente com sua pele branca.
- Você é muito bonito. - Eu disse, ele me olhou, e sua expressão se tornou calma e tranquila, e ele deu um sorriso tão belo...
- Obrigado Thiago-san. - Ele disse, ele era da mesma altura de Juny, mas muito mais bonito, seu rosto era fino oque me fazia querer toca-lo...
- Aki, eu poderia beija-lo - eu disse, sem nem perceber que essas palavras sairão da minha boca. - Ham, desculpa eu não...
- Pode. - Ele disse, eu o olhei meio incrédulo. - Eu sou Gay Thiago-san.
- Serio? - Eu disse, e ele confirmou com a cabeça.
- Todos nós somos. - Ele disse, ele não demonstrava nenhuma expressão, oque deixava ele mais fofo. Todos os meninos eram gays, isso era meio cômico.
Eu o beijei intensamente, começamos a nos tocar, ele ofegava e eu disse:
- Vamos nos encontrar hoje anoite? - eu disse
-S-Sim, mas... Eu sou Seme.  - Ele disse dando um sorrisinho malicioso.

Notas da Autora:

O-Oque?Oiie, olhem olhem, nova fic!
espero que gostem, oque acham? um seme com cara de Uke? O.O
Será que Thiago-san vai perder a virgindade com esse anjinho?
Nham nham, que historinha gostosa!!
hehe se gostarem, eu continuo, por favor comentem, e comentem >_<

  • Feita por Mikki Fujoshi
Arigatoo Mikki \o/

When Love Happens - 4‏

      Kaoru estava dentro do carro de John, ele estava sendo levado para casa.
- Então, Kaoru-san, como é a sua família?
Essa pergunta pegou Kaoru de surpresa, ele olhou para John, mas não havia nenhuma expressão em seu rosto.
- Er... bom, minha mãe é professora, e meu pai é advogado...- Kaoru disse, não gostava de falar de sua família, seus pais nos últimos dias estavam brigando muito, e isso o incomodava.
- Seu pai deve viajar muito, certo?- John fazia as perguntas, mas Kaoru não entendia porque.
- Sim, de fato nos últimos meses ele passou uns tempos viajando, mas John, por que quer saber?- Kaoru sabia que essas perguntas não viera em vão
John aperta o volante, mas logo relaxa.
- Por que eu te amo. - Kaoru fica um pouco envergonhado, e vira o rosto para a janela. - Kaoru, como é o casamento de seus pai?
 Kaoru agora estava desconfiado, porque John de uma hora para outra queria saber tanto sobre os pais de Kaoru?
- O casamento deles é ótimo!.- Kaoru indica a casa, e John estaciona o carro umas duas casas antes.
Kaoru pois a mão na maçaneta, mas John segurou sua mão e Kaoru o olhou, John pega seu queixo e o beija com delicadeza, Kaoru retribui, algo em John que chamava Kaoru para perto, mas ele ainda não estava completamente seguro.
- Eu te amo Kaoru-san- John diz olhando nos olhos de Kaoru, e por um momento, Kaoru pensa em dizer "Eu também" mas algo o estava incomodando, então ele só afirmou com a cabeça que sim. 
- Até mais John-san.
-Até.- John responde, e liga o carro e vai embora.
Quando o carro não estava mais a vista, Kaoru entra em casa, parecia que não tinha ninguém em casa.
-KAORU!- A voz da sua mãe veio do andar de cima,- O-Onde você estava?, por que sumiu meu filho?
Kaoru olha para o topo da escada e vê sua mãe descendo as escadas, as  roupas velhas de sempre, a mãe de Kaoru se chama Tachibana Hanamuko, quando mais nova, era muito bonita cabelos longos e castanhos,pele macia e branca, olhos castanhos, ela e Kaoru eram muito parecidos, mas casou cedo, e com um homem mais velho, ela tinha 18 anos quando se casou gravida, então não pode abusar mais da vaidade, hoje é simplesmente uma dona de casa, que trabalha de meio período como professora de primário.
- Desculpe mãe, eu passei a noite na casa de um amigo. - Kaoru olhava a mãe com vergonha, sabia que ela não iria acreditar nessa história. - E-Eu faltei na escola por que não me sinto muito bem. 
Tachibana o  olha, sabia que o filho estava mentindo, mas ele não iria falar mesmo que ela pergunta-se. 
- Bom eu também não fui a escola, que tal um fazer companhia para o outro? - Ela deu um meio sorriso, Kaoru assentiu com a cabeça. -Bom então eu vou fazer o almoço rapidinho antes que seu pai chegue, sabe como ele fica irrita...
 Quando Tachibana ia  terminar a frase, escorregou, mas Kaoru a puxou e evitou que ela cai-se, mas isso deixou seu ombro a mostra, onde Kaoru viu um hematoma. Tachibana percebeu que o filho olhava, e cobriu o ombro novamente.
- Por que você ainda aguenta isso? -  Kaoru perguntou para Tachibana, que estava com a cabeça baixa.
- Meu filho, acalme-se, eu sei que é difícil mas, temos que fazer certos sacrifícios...e...s-seu pai é uma boa pessoa sabe?- Tachibana parecia estar dizendo isso para si mesma, não para Kaoru.
- Mãe, se você se separar do meu pai, eu vou te apoiar. Não vou te abandonar nunca!- Kaoru dizia isso, e os olhos de Tachibana enchia de lagrimas.
-E-Eu vou arrumar o almoço...- Ela se levantou e foi para a cozinha.
Kaoru, viu que não tinha jeito, subiu para seu quarto, trocou de roupa, estava calor, e ele ainda estava de uniforme. Colocou uma bermuda, e uma regata solta, e voltou para baixo, quando chegou, seu pai já havia chego do trabalho, o pai de Kaoru se chamava Kaji Hanamuko, tinha um bom porte físico,apesar da idade, tinha 46 anos, media 1,75 de altura.
- Olá- Disse Kaji,ele estava sentado na poltrona, inclinado para trás.- Onde passou a noite? 
Kaoru pretendia passar direto, mas teve que parar e olhar para o pai, para responder.
- Na casa de um amigo. - Kaoru respondeu da mesma forma que tinha respondido para sua mãe, mas sabia que seu pai não deixaria passar. 
-Que amigo?-  Os olhos de Kaji faiscavam para Kaoru.
- O senhor não conhece.- Kaoru seguiu para a cozinha e se sentou na cadeira.
A mãe servia o almoço, quando todos começaram a comer, a Tachibana olhou para Kaji com o olhar zangado, se levantou e subiu para o quarto as pressas. Kaji foi logo atrás, Kaoru não queria ficar ali, não queria ouvir as brigas novamente.
o som estava abafado, mas dava para ouvir a voz de Tachibana exaltada . "Eu sei que você tem outra, olhe você cheira a perfume de outra mulher!", "Quieta!", "Porque? faz isso comigo Kaji?" essas frases se repetiam, Kaoru se levantou da mesa, e foi a caminho da porta de entrada, não iria ficar ali ouvindo aquilo, foi quando seu celular tocou, ele olhou e viu.
"Chamada John Preto de copas (cartas)
Kaoru olhou aquilo, não acreditando, apertou o botão para atender.
- Mochi mochi?
-"Kaoru-san?, desculpe eu peguei seu numero sem pedir"- John diz
Pegou o meu e deu o seu, Kaoru pensou em dizer.
- Er...sem problemas.
-"Serio? Kaoru-san, que tal nós sairmos, vamos no parque de diversões!"
Kaoru, ainda não confiava 100% em John, mas não podia negar a si mesmo que começava a gostar dele.
- Certo, que tal irmos hoje? - Kaoru disse, ele realmente não queria ficar em casa.
-Por mim, tudo bem! - John disse, - Vou te buscar?
-Não!...quero dizer, nos encontramos na bilheteria do parque, as 15:00.
John exitou um pouco mas respondeu.
- Certo então, ta marcado. 
-Ok, tchau. 
- Tchau,- Kaoru já ia desligar quando ouviu- Te amo Kaoru-san.
E desligou, Kaoru ficou um tempo na soleira da porta, só acordou quando o telefone tocou novamente. Mas no identificador estava assim.
"Chamada Yuki-senpai"
Kaoru preferiu não atender, quando Kaoru abriu a porta para sair para a rua, ouviu um barulho vindo do segundo andar, algo caindo, algo pesado..."MÃE!" essa palavra acoou na cabeça de Kaoru, que correu em direção ao quarto dos pais, ao entrar, viu sua mãe deitada no chão chorando com o nariz sangrando, e o pai na janela.
- Kaoru saia. - Kaji disse, sem tirar os olhos da janela.
Kaoru ignora a ordem do pai e vai em direção a mãe, que esta no chão.
- Mãe, esta bem? - ele pega a mãe nos braços, e a levanta do chão, Tachibana era um pouco mais baixa e magra que Kaoru.
- EU MANDEI VOCÊ SAIR!- Kaji grita e vai em direção ao filho, que esta com a mãe nos braços. Kaoru nunca havia visto o pai levantar a voz.
- NÃO!- Kaoru responde no mesmo tom, - Porque esta tão irritado?!
- Ele...esta bravo meu filho, só deixe seu... pai- Tachibana gemia baixinho.
Kaoru levou a mãe para o seu quarto, e a deitou na cama.
- Ha...Harris- Tachibana diz a Kaoru,- Asheley Harris, tente saber quem é esta mulher meu filho, por favor.
- Mas...- Kaoru não entendia oque sua mãe estava dizendo.
- Ela deve ser a amante do seu pai, procure, e ache provas. Assim eu poderei me separar dele, por...fa...- E Tachibana desmaia.
Kaoru se desespera, procura o pai pela casa, mas ele havia saído  pega o telefone, mas só tem uma pessoa para quem ele poderia ligar naquele momento.
"Chamando..."
-"Mochi mochi?
- John?!, Me ajude por favor! - Kaoru fala em prantos.


Notas da Autora:

Oiii minha gente, vocês viram que reviravolta?
será que o nosso amado John é mau?
bom, pretendo terminar com o total de 6 ou 7 partes, espero que gostem.
Muitos Bezitos para vocês.

  • Feito por Mikki Fujoshi

Arigatoo Mikki xD